Mudanças - Capitulo 41

Lá estava ela, encolhida em aquele chão frio do quarto, suas ropas estavam rasgadas, marcas e mais marcas estavam pelo corpo dela. Estava chorando fazia horas, sua cabeça doia tanto que nem sabia se estava sentada ou flutuando, não sabia se estava viva ou morta.

Olhou para si mesma, o vestido branco que levava agora estava manchado de sangue ,o pé estava doendo a horas.
Levantou  o vestido e conseguiu ver uma ferida profunda. E agora? Tinha que fazer um curativo. Mas como? Lebrou- se de Maria, a vizinha, ela trabalhava em um hospital.
Se levantou, gemeu baixinho sabendo que se gritava ia apanhar mais ainda. Conseguiu caminhar até a porta com muita dificuldade. Desceu as escadas degrau por degrau até chegar ao fim. Viu a irmã deitada no sofa dormindo, a TV estava ligada, decidiu não tocar nada se não Andréia podia se dar conta que tinha passado por ali.
Foi devagar e sem fazer barulho até a porta. Droga, estava fechada, foi até a cozinha, saiu no quintal que estava dentro da mesma e viu sua salvação, o muro.
Pegou uma cadeira velha e subiu encima dela, colocou o pé bom com firmeza no grande muro de pedra. Se sentou e colocou o pé machucado com cuidado. Fez um gesto de dor ao perceber que tinha movido o abdomen fazendo assim que a ferida também movesse os pequenos musculos que tinha ao redor.
Saltou com cuidado, ao se equilibrar deu sem querer em  um vaso que estava no meio do pequeno jardim. Luzes invadiram a sua vista.
Viu a vizinha de camisola caminhando até ela.
Sophia: Dona Maria!!
Sophia falou alto mas sem gritar. A senhora se aproximou dela, tinha os cabelos castanhos amarrados em um coque frouxo e usava um chinelo simples.
Maria: Sophia menina o que aconteceu com você?
Sophia: Foi a minha irmã dona Maria.
Maria: Andréia foi quem te deixou assim?
Sophia assentiu entre lágrimas. Maria a olhou dos pés a cabeça, fez uma cara de horror ao ver  a sangue no vestido dela.
Sophia: Me ajude, por favor.
Maria: Vem comigo minha filha.
Sophia estava sentada na cadeira de madeira na sala da casa da vizinha. Olhava a decoração, era bem mais bonita que a da sua casa. Na casa dela apenas tinham movéis boms. Mariase aproximou dela com um copo na mão e um prato na outra.
Maria: Bebe essa agua minha filha, assim você vai se acalmar.
Sophia assentiu e bebeu a agua, Maria já tinha feito um curativo na ferida dela, também tinha colocado um pouco de gelo em um pano para que Sophia o colocasse no pé machucado. Depois de ter comido a comida que Maria levou para ela Sophia, Sophia se deitou na cama da que antes era a filha de Maria. A pequena tinha morrido de um cáncer de pulmão. Ela tinha um ano menos que Sophia. Conseguiu dormir porém o pé dela coçava muito. Ouviu uma voz familiar, era ele?
A porta do quarto se abriu, sim era ele e estava bêbado. Se aproximou dela  a pegou pelo braço. Sophia gritava mas de nada servia, Maria estava no chão  e tinha um machucado na cabeça.
                                                       -X-
Sophia gritou, gritou alto, o suficiente para acordar Micael que estava do lado.
Micael: Que foi Sophia?
Sophia chorava sem parar, Micael a abraçou e beijou sua testa.
Micael: Já passou amor.
Sophia: Promete que se acontecer alguma coisa comigo você vai cuidar da Dani?
Micael: Não vai acontecer nada com você.
Sophia: Mas ele falou que ia voltar.
Micael: Sophia você nem sabe onde ele esta anjo.
Sophia: Mas ele prometeu que ia voltar Mica.
Micael: Se ele voltar não vai acontecer nada porque eu vou estar junto com você sempre pra te proteger.
Sophia: Jura?
Micael: Juro.
E assim ele abraça ela e os corpos de ambos ficam colados um do lado do outro, como tinha que ser, como dois peças de um quebra-cabeça perfeito, criado pelo Destino para que ele ficarem unidos para sempre ou até ele voltar.

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