Destinos Cruzados - Capitulo 13

Balancei a mão no alto assim que avistei a mina mãe no aeroporto. A minha mãe se aproximou e me abraçou.

Assim que saímos do aeroporto, pedimos um taxi. Passe o caminho do aeroporto até o hotel onde eu estava  me hospedando, escutando todas as novidades que minha mãe tinha resolvido fazer.
Chegamos no hotel para pegar as minhas malas já que a minha mãe achava que eu devia estar com ela no apartamento que temos em São Paulo para as férias.
Depois de chegar no hotel e pegar as minhas malas, voltamos a pegar outro taxi.
Quando entrei no apartamento de São Paulo, o cheiro que eu sentia de criança veio até a minha memoria. Me virei e vi minha mãe na porta , sorrindo. Fui até o que era o meu quarto de criança.  Tudo continuava em seu mesmo lugar, o criado mudo, as bonecas guardadas em uma caixa ao lado do escritório... 
 Fui até a cômoda branca com borboletas que tinha do lado do armário .O porta retrato branco de faz 13 anos continuava ali.
Na foto, eu e os meus pais sorriamos alegres. Meu pai estava de mãos dadas com minha mãe e eu estava um pouco mais na frente, de braços abertos e com uma cara sapeca.
Sorri ao lembrar os momentos de minha infância. Olhei e toquei cada canto daquele quarto. Tudo continuava do mesmo jeito que eu tinha deixado da ultima vez que estive ali. Antes de sair, olhei para a porta branca.  O nome de “ SOPHIA “ estava feito com letras coloridas e brilhantes. Embaixo, um desenho que eu fiz com 7 anos.
Toquei o desenho e fui até a sala de estar, onde minha mãe me esperava de braços cruzados com um olhar um pouco sério.
Branca: Temos uma conversa pendente Sophia.
Suspirei e me sentei no sofá preto.
Branca: Me conta.
Sophia: Eu já contei mãe.
Branca: Sophia eu não estou brincando.
Sophia: Ninguém aqui está. Já expliquei. O Miguel está morto e ponto.
Branca: Ponto nada Sophia. Quero saber o que aconteceu para ele estar morto.
Sophia: Não posso te contar.- Falei baixinho.
Branca: O que?
Sophia: Não posso te contar- Falei aumentando o tom de voz.
Branca: Como assim Sophia?  O que você não pode me contar?
Sophia: Eu não posso te contar porque eu já falei uma coisa e se eu te contar vou cair em contradição e...
Branca: O que você disse para cair em contradição Sophia?
Suspirei e olhei a minha mãe com medo da reação dela.
Sophia: Eu  assumi o assassinato do Miguel.

Minha mãe me olhou aterrorizada e colocou a mão na boca para terminar de completar a cara de surpresa. 

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