Destinos Cruzados - Capitulo 19

Meu pai estreitou os olhos e continou com a mesma feição desde o momento em que se levantou.

Sophia: Eu só queria...
Renato: Você não deveria ter feito nada Sophia! Você acha que isso é uma brincadeira? Você acha que a cadeia é um jogo?!
Branca: Renato, deixa ela te explicar. 
Minha mãe colocou sua mão nas costas do meu pai carinhosamente e começou a  fazer movimentos circulares.
Sophia: Eu não fiz isso querendo pai, se fosse por mim agora eu não estaria aqui. Renato: E onde você estaria?
Fiquei calada. 
Renato: Viu Branca! Ela ainda não percebeu que estamos falando de uma coisa séria. 
Senti meu sangue ferver ao escutar aquilo vindo do meu pai.
Sophia: Eu sei do que estamos falando. Porque fui eu que assumi o assassinato
Sou eu que fico horas em uma delegacia contando uma história  que é mentira. Então não venha me falar que eu não sei do que estamos falando, porque eu sou a primeira pessoa que sabe.
E assim, sai da sala e fui até o meu quarto. Peguei a mala que estava embaixo da minha cama e coloquei todas as roupas que couberam nela. Sai do meu quarto e fui em direção a porta.
Renato: Onde você acha que vai?
Sophia: Pai, eu já sou de maior. Não tenho que ficar te dando explicações do que eu faço. Eu já estou o suficientemente grande para assumir as conseqüências dos meus atos.
Renato: Igual no assassinato do Miguel? - Meu pai disse em um tom debochado -
Branca: Renato! - Minha mãe disse o repreendendo-
Sophia: Exatamente.
Sai do apartamento sem apenas falar um tchau ou me despidir dos meus pais. Em aquele momento, não estava afim de falar nada, apenas ir embora.
Sai do edifício e chamei um táxi, como sempre. Após ter chegado no prédio onde Micael morava,me deparei com o porteiro ali.
Alfredo: De novo aqui?- Ele disse irritado-
Sophia: Dessa vez pra ficar. 
Entrei no elevador e subi até o andar onde se encontrava o apartamento de Micael.
Toquei a campainha e esperei ele abrir a porta. Assim que vi ele, o abraçei e me permeti chorar. Ele me abraçou fortemente e senti o seu cheiro. Aquele cheiro que faria qualquer pessoa ir ao delírio.

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