Inevitável - Capitulo 30

Acordei e a vi ali deitada dormindo serenamente sobre meu peito, meu braço a envolvia e com o outro livre comecei a fazer carinho e tirar seu cabelo da testa. Ela se remexeu um pouco, mas não acordou. Olhei para o lado e vi meu celular, tentei me esticar para pegar fazendo o minimo de movimento para que ela não acordasse. Eram apenas seis e meia, muito cedo. Não ouvi Felipe chorar, o que já é uma surpresa incrível. Fiquei ali parado por mais um tempo a olhando, até que tive que levantar. Ela remexeu de novo, dessa vez ela acordou, mas não abriu os olhos.



- Ai, que horas são? - Perguntou colocando o braço sobre o rosto, numa clara tentativa de escurecer um pouco o quarto. Eu ri da cena.
- Apenas dez pras sete. Você pode continuar dormindo. - Eu falei e ela então tentou abrir os olhos, a claridade obviamente a ofuscou, mas depois de algumas piscadelas ela começou a olhar pra mim.
- Ou você poderia deitar nela comigo... - Disse com uma voz sedutora que me deixou cheio de tesão. Eu neguei com a cabeça sorrindo.  - Felipe já acordou? - Neguei com a cabeça mais uma vez, estava incapaz de falar enquanto observava a cena a minha frente.

Sophia enfiou uma das mãos por debaixo da minha camisa e tocou a si mesma. Ela levantou um pouco a camisa para que eu pudesse ver o que ela estava fazendo e isso me fez ficar de boca aberta. Ela se enfiou um dedo e começou a movimentar de forma tão sensual que eu fiquei sem saber o que falar ou como agir. Com a outra mão apertou o seio e soltou um gemido.

- Tem certeza de que não vai voltar pra cama? - Falou com a voz carregada e eu passei as mãos pelo cabelo e respirei fundo, pensei no meu trabalho e então lembrei que tenho um horário bastante flexível que vai me permitir chegar um pouco atrasado. - Estou me divertindo aqui sozinha, acho que poderia me ajudar.

Foi o que bastou pra eu voltar pra cama e a beijar com intensidade. Nenhum de nós tinha escovado os dentes ou coisa parecida, mas sua boca tinha um gosto incrível da mesma forma. O perfume de Sophia é tão bom que sou capaz de passar horas aqui beijando seu pescoço só pra sentir esse cheiro na sua pele. Assumi a posição de sua mão e ela meio que jogou a cabeça pra trás ao meu contato. Quando voltou a si, tirou aquela camisa e a jogou sabe Deus onde e então eu pude mais uma vez ficar parado observando o quão gostosa ela é. Quando ela pôs a mão eu volta de mim, eu quase não consegui me controlar, ainda mais depois que começou com movimentos lentos pra cima e pra baixo. Não estava mais aguentando aquela enrolação, então eu subi em cima dela e com meus joelho abri um pouco mais suas pernas.
Quando a penetrei, ela arqueou um pouco as costas e soltou um gemido que eu ouvi meu nome ali no meio. Meus movimentos apressados estavam me levando a loucura então precisei me esforçar para ir mais devagar. Fechei os olhos e deitei meu corpo sobre o dela com minha boca em seu pescoço. Dei alguns beijos ali e ela parecia não se controlar ao sentir nosso contato. Fui mais rápido e mais rápido até que ela atingiu seu ápice gritando meu nome e eu cheguei logo em seguida.
Cai ao seu lado exausto e ela me olhou sorrindo.

- Desse jeito não vai dar certo. - Eu digo passando as mãos por seu rosto perfeito, ela continua sorrindo.
- Eu achei incrível, acho que da sim. - Me deu um selinho e então ouvimos o choro de Felipe. - Hora de voltar pra realidade, e bom, acho que o Dr Borges deveria estar a caminho do trabalho.
- Pois é, mas tive uma distração interessante. - Deu um beijo em sua testa e me levantei pro banho. Ela veio atrás de mim e me abraçou pela cintura e assim fomos andando até o banheiro.

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