Inevitável - Capitulo 35

- Você sabe que eu não fiz nada de errado né? - Perguntei, ela ainda não me olhava.
- Fez sim. - Disse com voz brava.
- Fiz o quê?

- Você transou com aquela vadia, Micael. - Ela me encarou e eu ri.
- Eu era solteiro, minha filha, não foi nada de errado. - Dei de ombros e ela me fuzilou. - Alem do mais eu estava tão bêbado que nem me lembro.
- Pior ainda. - desvia o olhar de novo.
- Sophia, vamos parar de brigar atoa, não tenho culpa se ela resolveu vir aqui e me agarrar, você deveria saber como sou irresistível - E ela rir me dando um tapinha que eu fingi doer. - É verdade, ainda desci sem camisa, tadinha, não a culpo e também não culpo você por ser tão ciumenta.
- Eu não sou ciumenta, Micael! - Ela me encarou outra vez e eu cai na gargalhada.
- Ah não é? - Levantei a sobrancelha e ela me deu um soco no braço, dessa vez mais forte. - Você voou em cima da Carla, e diz que não é ciumenta? - Gargalhei de novo, ela deixou escapar um sorriso.
- Aquilo foi surto de adrenalina. - Ela explica com vergonha. - Ela te agarrou! - Disse como se fosse desculpa.
- O cara lá da loja no shopping estava te olhando e você não gostaria que eu voasse nele. - Fiz uma careta de ciume ao lembrar dele com os olhos no corpo dela.
- Estava? - Parecia não se importar. - Mesmo se estivesse, são situações diferentes.
- Claro que não, tudo envolve ciume. - Dei de ombros explicando.
- Aham, uma maluca entra na sua casa, envolve os braços no seu pescoço e te beija, é realmente comparável com um vendedor que ficou me olhando de longe. - Ela revirou os olhos.
- Claro que é. - Eu digo segurando um riso,
- Acho melhor você parar, ou eu voo pra cima de você também.
- Opa, vem sim... - Mudo o tom da nossa conversa e ela sorri.
- O lado bom é que a gente conversa e não fica brigados. - Ela diz abrando as pernas e se encaixanaod no meu colo. Ela começou a rebolar.
- Impossível ficar brigado com você. - Tentei levar minhas mãos aos seus peitos mais ela impediu e continuou a rebolar. Eu podia me sentir por baixo dela, estava ficando louco. - Porra, Sophia.
- Vai ser do meu jeito. - Ela diz de uma forma sexy e então da um beijinho em meu pescoço.
- Para com isso. - Falo em um gemido e ela rebola ainda mais e quando estou prestes a vira-la, sem deixar que ela escape, Ouvimos o choro de Felipe vindo do outro quarto. - Hoje ta dificil. - Reclamo.
- Nós já fizemos isso hoje né, não precisa reclamar tanto. - Ela pisca enquanto se levanta e vai buscar ele.
- Papai! - Ele diz assim que eles entram.
- E ai filhão? - Estendo os braços para pega-lo e ele vem rapido, se aconchegando em meu peito. Subo direito na cama e deito, ele não me solta, Sophia, se deita de frente pra mim.
- Acho linda essa cena. - Ela faz carinho na cabeça dele.
- Eu achava linda a cena que ia acontecer se ele não acordasse. - Digo um pouco mal humorado e ela ri.
- Você anda terrível, sr Borges. - Me deu um selinho e então fechou os olhos, eu fiz o mesmo e dormimos os três ali...

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