Reviravolta - Capitulo 105

- Longa história Bruna. - Respondi sem vontade nenhuma de explicar isso.
- Como você deixou ela com um menino Sophia? - Ele a ignorou e continuava me fuzilando com os olhos.

- Diego, Alycia tem cinco anos e o Marcelo tem seis, que drama é esse? - Coloquei as mãos na cintura. - Não é como se ela tivesse quinze e ele dezesseis.  - Rolei os olhos. - Parece que não pensa.
- Então minha filha, mais algum ajuste que queira? - A costureira olhou pra mim sorrindo.
- Não ele está ótimo, vou guardar lindamente esticado até o dia. Obrigada. - Eu falei e ela assentiu.
- Bom, então eu vou indo, qualquer coisa só ligar. - Ela falou e se virou, fiz sinal para alguém a acompanhar até a porta, Lua foi.
- Vou tirar meu vestido, esperem aí. - Falei e sai. Tirei com todo cuidado e coloquei a roupa que estava antes e meu vestido no braço.
- Vou pedir a minha mãe que guarde, esperem mais um pouco. - Subi as escadas e encontrei minha mãe no quarto, ela sorriu quando entrei.
- A costureira veio e você nem me chamou?! - Falou um pouco brava.
- Foi tão rápido que nem deu tempo. Guarda pra mim? - Sorri e ela também. - Tem gente demais la em baixo.
- Claro que sim. - Entreguei a ela e sai. Nós já tínhamos comprado a capa. Quando voltei, eles estavam quase se pegando.
- Você não é pai de ninguém, muito menos da minha sobrinha! - Bruna falava exaltada.
- Claro que sou, muito mais que seu irmãozinho! - Diego rebatia. Eu cheguei perto e na hora que ia falar tive uma tontura e precisei de apoio, eles me olharam assustados, pararam de brigar e vieram falar comigo.
- Sophia o que aconteceu? - A voz de Larissa era a mais urgente de todas.
- Eu fiquei tonta. - Respondi me sentando. - Devo estar com anemia.
- Ou grávida. - Só ela falava.
- Nem brinca com isso de novo. - Eu a olhei, os outros estavam em silencio. - Eu e Micael não planejamos outro filho agora. Só daqui ha uns anos.
- Vocês não planejaram Alycia. - Se abaixou na minha frente.
- Situações diferentes Larissa, agora a gente se previne. - Falei sem querer cogitar a hipótese.
- Não errei daquela vez, não acho que esteja errada agora. - Ela respondeu olhou em meus olhos. Eu olhei as pessoas a minha volta, uns sorrisos felizes e o do Diego meio chateado.
- Chega desse assunto. - Meu celular tocou, estava na mesinha de centro. Diego pegou e me entregou, atendi depois de ver o nome de Micael no visor.

- Oi meu amor. - Ouvir sua voz me fazia relaxar.
- Oi amor, está onde? - Minha voz estava falha.
- Estou na empresa. Queria saber se você já experimentou o vestido e se eu posso ir pra ai mais tarde? - Perguntou e eu sorri
- Pode vir aqui sempre que quiser. - Meu sorriso era espontâneo.
- Você me proibiu hoje. - Fez charminho.
- Motivo justo, mas pode vir sim, já ta tudo certo.
- Tudo bem, até mais tarde. - Ele falou. - Te amo.
- Te amo! - E desligamos a ligação.

- Vamos esquecer esse assunto, nenhuma palavra com o Micael. - Eu falei assim que desliguei.
- Mas Sophia... - Bruna começou a falar até que eu a interrompi.
- Mas nada, não temos certeza e não vamos ter, não enquanto meu casamento não passar. - Neguei com a cabeça, não queria estar gravida, não agora. - Alycia entrou correndo e abraçou a Larissa.
- Diiiiiiindaaaaaaaa! - Falou pra ela e eu sorri. Correu tão rápido que quando alcançou Larissa as duas caíram no chão.
- Oi meu amor! - Ela falou beijando Alycia. - Dinda estava com tanta saudade!
- Eu também Dindinha. - Se levantaram. - Você vai no casamento da minha mãe? - Larissa não sabia o que responder e me olhou.
- Olha eu acho melhor eu ... - Ela ia falar mas eu a cortei.
- Você ir bem bonita pra ser minha madrinha - Sorri e ela meio que pareceu não acreditar.
- Sério? - Ela perguntou incrédula.
- Muito serio. - Respondi sorrindo e ela me abraçou.
- Apesar de tudo que aconteceu entre nós duas você sempre vai ser a minha melhor amiga. - Cochichou em meu ouvido.
- Te amo! - Eu falei com os olhos cheios de lagrimas. - Nossa, to muito emotiva. - Disse rindo.
- Está gravida, só pode. - Ela falou alto e nós rimos. Alycia parou e ficou me olhando.
- Tem irmãozinho ai? - Ela continuava me olhando.
- Não filha, dindinha ta brincando. - Ela pareceu triste.
- Alycia? - Diego a chamou e ela virou. - Não vai falar comigo não? - Fez cara de triste.
- Claro que vou papai! - Ela agora normal se virou e ele a pegou no colo. Olhei Bruna e ela parecia ter ciumes. - Nem gosta mais de mim hein.
- Claro que gosto papai. Amo você também. E você também vai pro casamento da minha mamãe né?
- Não filha, papai não vai. - Ele me olhou triste. - Vou estar trabalhando, mas a dindinha vai me representando.
- Vocês dois estão casados? - Ela perguntou esperta.
- Não filha, só namorando. - Fez carinha de nojo.
- Ta né. - Me fez rir.

Tivemos enfim um momento descontraído dentro de tantos tensos.

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