Futuro Planejado - Capitulo 62

Passei o dia inteiro na casa da minha mãe. Vimos televisão, comemos pipoca e até dançamos. Eu estava precisando disso. Micael voltou há uns três dias e eu não tinha ainda voltado a ser aquela Sophia sempre animada. Só me dei conta do horário quando vi meu pai entrando na sala onde estávamos deitadas as três no mesmo sofá.



- Só tem um sofá nessa casa? - Ele perguntou ao nos olhar apertadas ali.
- Oii pai! - Eu disse e me sentei segurando minha filha comigo.
- Oi minha princesa. - Veio ate mim e eu me levantei para abraça -lo. - Oi netinha preferida. - Ele largou a maleta e pegou ela no colo.
- Netinha preferida, por que será! - Ele riu.
- Eu pensei que você já estivesse em casa há muito tempo filha.
- Ué por que pai?
- Micael saiu mais cedo, disse que ia fazer uma surpresa pra você. - Sabe eu gosto muito de ver o amor que surgiu entre vocês. Me sinto menos culpado por ter te obrigado a casar. - Ele terminou de falar e eu olhava minha mãe.
- Não se sinta culpado. Antes deveria se sentir. Hoje em dia não. - Dei uma pausa - Agora se o Micael estiver com aquela fulaninha. Ah ai sim se sinta culpado. Por que ele não terá mais pinto pra fazer outro filho e eu vou ser presa. - Disse com raiva.

Comecei a recolher minhas coisas e me aprontar pra ir embora. Não demorou até eu estar pronta. Peguei minha filha que agora estava no colo de minha mãe e fui em direção a porta.

- Filha dirija com cuidado, pelo amor de Deus. - Meu pai disse olhando a minha cara. - Olha minha neta ai.
- Ué, só sua neta? - Bufei.
- Ela não pode se machucar por influência das suas atitudes. - Disse me fazendo cair na real.
- Eu sei como eu ando quando estou com a minha filha. Não quero que nada de mau aconteça a ela. - Disse deu um abraço e um beijo em casa um, prendi a Clara na cadeira e me sentei no banco do motorista dando a partida imediatamente.

Dirigi um pouco rápido demais, e tenho que assumir que em um cruzamento tive que pisar fundo no freio pra não bater em um carro que saia da rua ao lado. Mas a culpa não foi toda minha, o motorista de lá também estava rápido demais para um cruzamento. Olhei pra trás e minha filha tava chorando, possivelmente pelo susto, encostei o carro e verifiquei se ela estava bem e então segui viagem.
Cheguei em casa em uns vinte minutos, deixei tudo lá, só tirei minha filha. Quando entrei, a primeira imagem foi daquela garota sentada no mesmo sofá que ele. Perto demais. Mas ele parecia não dar importância ao fato dela estar ali, estava focado na televisão. Me aproximei.

- Pensei ter mandado você ir embora. - Eu disse chamando atenção dos dois para mim.
- Pensei ter dito a você que minha mãe está aqui e eu não ficarei longe dela. - Ela me respondeu seca, Micael nos olhava sem entender muita coisa.
- Pois bem, então fique perto da sua mãe, não do meu marido. Já que você veio visitar ela né? - Eu disparei agressivamente.
- Minha mãe esta em seu quarto repousando, esta com dor de cabeça. - Deu a desculpa.
- Vá cuidar dela. Deixe que do Micael eu cuido. Já te avisei, fica longe dele. Ou você nunca mais vai entrar nessa casa. - Ameacei.
- Ah não? - Debochou.
- Não, creio eu que sem pernas você não vai conseguir andar. - Concretizei a ameaça.
- Sophia e Júlia, o que significa isso? - Micael finalmente se pronunciou.
- Sua esposinha tá com medo da concorrência. - Ela sorriu pra ele, depois se voltou a mim.
- Hahaha, você nunca será uma opção garota, se toca. Ele tem Sophia Abrahão, não vai querer uma qualquer. - Disse por fim.
- Que Discussão mais inútil. Parem as duas. Amor, eu nunca olharia pra outra mulher, principalmente dentro da nossa casa. Não quero outra. - Caminhou até o meu lado. - Principalmente ela.
- Hey, qual o problema comigo? - Ela perguntou indignada.
- É pra responder? - Ele perguntou. Agora eu só observava.
- Claro.
- Você não é alta, não é loira, não tem olhos azuis, não é a mãe da Clarinha, não se chama Sophia e muito menos é a minha mulher. - Ele disse e ela ficou de boca aberta. - É linda, não posso negar. Mas não no padrão Sophia de qualidade. Me desculpe mas você me perguntou. - Eu sorria vitoriosa. Ela bufou e saiu batendo pé da sala. Eu me virei pra ela e o abracei de lado por causa de nossa filha.
- Padrão Sophia é? - Eu disse rindo e beijando seu pescoço.
- Uhum, ainda não achei ninguém que tenha. - Eu ri. - Podia ter dito pra mim como se sentia.
- Ela me desafiou hoje de manhã, logo depois que você saiu pra trabalhar. Fiquei insegura.
- Eu te amo garota. Não estragaria nossa familia. Ficamos separados por tanto tempo...

4 comentários:

  1. Peeeerfeitoooooo!Paalmaas Paaalmaas Paaalmas Palmaaas♥♥

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  2. Continuaaaa, essa Sophia Ta querendo briga em kkk, mais Ta certa está defendendo o que é dela

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