Inevitável - Capitulo 103

Eu entrei no quarto meio apreensivo, não sabia o que esperar dessa conversa, mas sabia que seria extremamente dolorosa. Felipe estava sentado na cama, encostado na parede com cara de confuso, mas graças a Deus não tava chorando, não ia conseguir me conter se estivesse.
- Oi, filho! - Me aproximei devagar e me sentei do lado dele. Ele me olhou.
- Oi, papai. - Eu sorri e dei um beijo em sua cabeça.
- Sua tia falou que você ouviu a conversa ontem... - Comecei meio sem jeito.
- Vai mandar eu ir embora também? - Eu arregalei os olhos.
- Claro que não. - Disse rápido, mas a expressão no rosto dele, era ainda mais confusa. - Nunca faria isso, você é meu filho.
- Eu ouvi aquele moço dizer que eu sou filho dele, é verdade? - Eu não sabia o que dizer, não sabia se inventar uma historia era melhor do que falar a verdade, mas optei por ela, embora ele ainda fosse muito pequeno.
- De certa forma é verdade, Felipe. - Então ele começou a chorar.
- Mas papai, não quero que ele seja meu papai. - Disse desesperado e eu o abracei.
- Filho, não é assim que funciona, você sempre vai ser meu filho, sempre vai ficar aqui. Aquele cara não vai nem chegar perto de você. - Ele parecia mais aliviado.
- Eu ouvi o senhor gritando com a mamãe ontem, achei que tivesse bravo comigo também. - Eu o puxei para o meu colo. 
- Jamais ficaria bravo com você por um erro dela. - Ele me abraçou. - Eu te amo, filho.
- Eu também te amo, papai. - Ele disse e era isso que dava cor ao meu mundo, meus filhos, acima de tudo. 
- E para de ouvir a conversas dos outros viu. - Eu disse num tom de brincadeira, ele riu.
- Não foi de proposito, papai. Vocês estavam gritando. - Se defendeu e eu ri.
- Eu sei, filho. - Me levantei com ele ainda no colo. - Agora vamos lá, porque eu preciso tomar café. 
- Eu já comi. - Riu sapeca. 
- Ah, mas vai comer de novo. - Eu fiz cosquinha e ele gargalhou. Sophia, que estava no sofá quando saímos, sorriu com amor á cena. 
- Não quero papai. - Disse entre risadas. 
- Então eu vou comer danone sozinho. - Coloquei ele no chão e sai correndo pra cozinha. 
- Danone eu quero! - Ele gritou enquanto corria atrás de mim...

Sophia Narrando.

Os dias seguintes foram de uma calmaria muito suspeita. Ainda estávamos ali na casa de Jorge, e por mais chateados que Marlon e Micael pudessem estar, não deixavam aquilo estragar o nosso dia. Não tinham mais brigas entre eles, só as implicâncias normais de irmãos, mas eu tinha um pressentimento de que aquilo não duraria muito. 
Eu conversava com Luiza todos os dias pelo whatsapp, ela não me aparentava estar bem, mas pelo menos estava seguindo o meu conselho de dar um tempo a Marlon e de ficar longe daquele maluco. 
Era sábado de manhã quando a campainha tocou, eu levantei da mesa pra atender e vi pra minha surpresa, um oficial de justiça. Só conseguia imaginar o que Luiza tinha feito dessa vez... 

- Senhor Micael Leandro de Farias Borges, por gentileza. - Ele disse com uma voz simpática, mas eu travei, tinha medo de descobrir o que era. 
- É meu marido, disse com alguma dificuldade. - Ele assentiu e tirou um envelope de dentro de sua pasta e pediu pra eu assinar em uma outra folha. 
- Obrigada, senhora. - Ele se virou e saiu. Eu entrei olhando o papel e fui pra mesa do café onde eles estavam rindo de alguma coisa.
- Quem era amor? - Micael me perguntou e eu hesitante entreguei o envelope, como três advogados, eles obviamente sabiam que se tratava de uma intimação.
Micael abriu ruidosamente o envelope e eu me sentei ao seu lado, e passei a mão carinhosamente em seu ombro. 
- O que é isso, Micael? - Jorge perguntou nervoso. Micael não tinha palavras pra falar, parecia perdido em outro lugar. Eu sabia que alguma coisa ia acontecer, mas não esperava que envolvesse a justiça. Peguei o envelope e li o conteúdo, isso me fez ficar de boca aberta...

6 comentários:

  1. Mds oq sera. Bonuuussss

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  2. AI MEU DEUS!!! o que será agora...somic nao tem paz mesmo kkk posta maisssss, to amando

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  3. AA!! Continua to curiosa dmssss

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  4. N me diz que o otario do Lucas vai colocar o Micael na Justiça pelo o menino e se n for ele os sim a Luisa eu vou ficar com uma vontade enorme de matar ela
    Conttttt pfvr

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