Reviravolta - Capitulo 47

Beijar ela novamente me fez lembrar aquela noite de amor que tivemos, na verdade qualquer coisa me fazia lembrar. Ficamos naquele beijo calmo aproveitando cada segundo que podíamos estar juntos. Quando nos separamos eu não tinha certeza se tinha se passado segundos ou minutos. Eu passaria até horas beijando ela.

- Não devemos mais fazer isso. - Ela se virou de costas com a mão na boca.
- Eu sei que é errado, mas eu não consigo me controlar quando estou com você. - Tentei justificar, tive a impressão de que ela riu.
- Nem eu, mas é preciso. Você tem uma noiva Micael. - Se virou pra mim com um olhar triste. - Eu não serei amante. Nunca fui, não vai ser agora que vou ser. 
- Não te pedi isso! - Falei firme. - Mas diz pra mim que você não gosta de ficar comigo e eu paro. - Sorri de canto, sabia que não conseguiria essa resposta.
- A questão não é gostar ou não. - Ela suspirou - É o certo ou errado. Eu não quero ser julgada como a menina que acabou com o seu casamento Micael. - Me olhou nos olhos.
- Você não vai acabar com nada. Afinal de contas eu sou maior de idade e sei o que estou fazendo. - Dei um passo pra mais próximo dela.
- Não dá. Acho melhor você ir embora. - Ela abaixou a cabeça e eu levantei em seguida com um dedo.
- A ocasião faz o ladrão. - Disse olhando em seus olhos. - Vai dizer que você não pensou que íamos nos beijar quando me puxou para esse banheiro? - Ela hesitou na hora da resposta. - Sophia, não tem como negar a atração que nós sentimos um pelo outro. - Passei meu nariz por seu pescoço e ela se arrepiou. 
- Eu sei que não dá, mas nós podemos tentar evitar situações como essa. - Ela deu de ombros e eu depositei um beijinho ali em seu pescoço.
- Difícil, muito difícil. - Falei e encontrei seus lábios de novo. Dessa vez com mais vontade e violência do que da outra. Nossa respiração estava descompassada e a necessidade um do outro cada vez aumentava mais.
Passei a mão por debaixo de sua blusa e então a ouvi ofegar, nós dois sabíamos o que aconteceria ali. Desabotoei seu sutiã com uma mão, a outra permanecia em sua cintura a puxando para mais perto de mim e então eu a afastei o suficiente para que eu pudesse abocanhar seus seios. E quando eu finalmente estava chegando embaixo de sua saia, o meu celular começou a tocar. Eu ignorei, mas aquele barulho estava irritando.
- Atende logo essa porcaria. - Sophia falou ofegante.
- Deixa pra lá. - Disse ainda com a boca em seu seio.
- Atende, está me irritando. - Eu respirei fundo e me afastei dela. Tirei meu celular do bolso da minha calça e atendi, virado de costas pra Sophia, que tinha começado a se recompor.
- Fala Manu. - Disse e respirei pesado.
- Cadê você Micael, está fazendo o que? - Perguntou com raiva.
- Estou com a minha filha ainda Manu. 
- Vem pra casa logo, estou te esperando a muito tempo. - Já estava impaciente.
- Daqui a pouco estou ai, Tchau. - Falei e tive tempo de ouvir um "eu te amo" antes de desligar. Quando me virei, Sophia já estava recomposta.
- Viu qual é o problema? - Me perguntou, ela tinha um olhar triste.
- É um detalhe Sophia. - Nem eu sabia mais como justificar aquilo. Ela riu debochada.
- Um detalhe que faz toda diferença. - Desviou o olhar para a porta. - Olha, acho melhor você ir embora.
- Mas Sophia... - Tentei argumentar, mas ela já estava decidida.
- Mas nada. - Falou firme, voltando o olhar pra mim - Tenho que dar atenção a minha filha!
- Tudo bem eu vou embora, mas eu volto Sophia. - Roubei um selinho dela e sai. Eu precisava resolver a minha vida...

5 comentários:

  1. aff eu amo esses dois juntos, essa manu é uma insuportavellll continua

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  2. Ta maravilhosa essa web,posta bônus.

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  3. Amei essa capitlo. Coloka um bonus. Keremos mt q o mika termine c a manu. Eh fike c a sophia

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  4. Bonus. Mika termina c a manu. Eh fika a sophia. Amo essa web

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