Reviravolta - Capitulo 64

- Não fala assim comigo - Ela falou baixo. 
- O que foi? - Disse ignorando ela. 
- Preciso de você aqui, estou passando mal. - Ela sussurrou.
- Passando mal do que menina? - Eu olhei pra Sophia e ela revirou os olhos, me fez dar um sorriso.
- Vem pra casa, por favor Micael. - Sua voz estava fraca. Foi a minha vez de revirar os olhos - Preciso de ajuda.
- Tá bom Manuella, eu vou. Aguenta firme ai. - Respirei fundo e desliguei o telefone. Sophia tinha uma sobrancelha levantada pra mim e eu ri daquela expressão dela.
- Convencido pela moça doente agora? - Ela debochou.
- Nem um pouco. - Eu ri. - Mas descobri que ela é loca, vai que morre na minha casa e depois eu tenho que explicar. - Ela riu também e o clima ficou mais leve.
- Ou vai que quando você chegar lá, ela tenta te matar né? - Parou de rir e me olhou séria.
- Ai Sophia, credo. - Falei rindo. - É só uma mulher. - Dei de ombros.
- Subestima mesmo. - Me advertiu. 
- Ok, eu vou tomar cuidado. Relaxa. - E então eu fiz o que queria fazer desde que a vi, e dessa vez não demorei, pra não ter chance de interrupção. Eu a beijei, uma, duas, três... Eu poderia fazer aquilo o resto da noite. 
- Você tem uma ex pra socorrer - Ela disse me empurrando e eu rolei os olhos.
- Pra que foi me lembrar disso? - Falei sem animo.
- Não que eu acredite, mas vai que ela ta passando mal. - Deu de ombros. - E eu tenho uma filha pra cuidar.
- Me convenceu, vamos. - Sorri e liguei o carro. Dirigi com uma mão, a outra estava entrelaçada com a da Sophia sobre minha perna. conversávamos animadamente até que chegamos próximo a casa dela. 
- Para aqui. - Ela disse quando estávamos na esquina. 
- Mas por que tão longe? - Olhei pra ela sem entender, mas parei o carro.
- Eu tenho um pai doente e psicopata, quer o que? - Ela riu e eu entendi.
- Sophia, você atendeu o meu telefone. - Ela me olhou sem entender. - Você não acha que a essa altura Manuella não disse para o seu pai que está comigo? - Ela arregalou os olhos e colocou a mão na boca.
- Aquela piranha, desgraçada! - Ela se arrumou rápido pra descer. - Cala a boca daquela vadia, vou ver minha filha. - Ela saiu correndo e nem se despediu, é Sophia tinha muito medo do pai dela e isso seria um problema. Manobrei o carro e segui pra minha casa, pra aturar a Manuella que dizia passar mal.
Quando cheguei na minha casa, eu encontrei ela deitada no sofá, pálida. Realmente estava passando mal. 
- Manu, o que você tem? - Falei preocupado. 
- Eu estou com falta de ar, e tá dando umas fisgadas aqui ó. - Ela aponto para o é da barriga. Quando olhei pra capa do sofá, tinha sangue ali. Eu peguei ela no colo e levei pro carro, precisava levar pra um hospital logo, sabe-se lá o que estava acontecendo com ela. Chegamos em alguns minutos. ela não estava falando coisa com coisa. Estava tarde, só tinha um medico de plantão então o atendimento não seria dos mais rápidos, ela foi encaminhada para um leito, onde ficou recebendo soro até que o medico a atendesse. Eu fiquei na sala de espera, não tinha como negar, estava preocupado, o que aquela menina tinha feito. 
Já passava da meia noite quando um medico finalmente veio falar comigo. Eu já estava cochilando ali no banco, mas me levantei depressa.
- E então doutor? - Depois de tanta demora queria saber se estava bem. 
- Ela está bem agora. Insiste em vê-lo. - Eu assenti e comecei a seguir o medico pra lá. 
- O que ela teve? - Perguntei preocupado. 
- Ela perdeu o bebê, devido ha um remédio que ela tomou. - Ele disse indignado e eu não conseguia raciocinar. 
- Bebê? - Ele me olhou confuso. - O senhor disse bebê?
- Sim, ela estava gravida de seis semanas e simplesmente abortou. - Eu não sabia o que fazer, estava sem reação. Paramos na frente da porta e eu não tinha coragem de abrir pra entrar. 
- Alguém precisa falar com ela. - Ele colocou a mão no meu ombro e eu assenti. Quando entrei, ela estava com os olhos cheios de lagrimas, acompanhando cada movimento meu até parar perto dela. 
- Como está? - Perguntei baixo, não tinha mais preocupação na minha voz.
- Bem, obrigada por me ajudar. - Ela sorriu fraco. 
- Desde quando? - Perguntei e ela fechou o sorriso e colocou uma mão sobre a barriga. Por mais forte que eu era, pensar naquilo estava me deixando desolado. 
- Um mês. - Falou ainda baixo. 
- E por que não me contou? Estava esperando o que? - Dessa vez já disse um pouco alto, mas tive que me controlar, estava em um hospital. 
- Nosso casamento, eu não queria que você achasse que foi um golpe. - Ela chorava, e agora eu também. 
- Um golpe? Você é maluca? Como pôde fazer uma coisa dessa Manuella? Você sabe que eu amo crianças. - Falei ainda alterado. 
- Você terminou comigo pra voltar pra sua ex, Micael. Eu não vou ser a ex patética que fica atrapalhando você. - Ela falou chorando, não estava com voz pra se exaltar, ainda estava fraca. 
- Era o meu filho, você não tinha direito de fazer isso. - Disse com raiva. 
- Era meu filho também - Agora ela colocou a outra mão, como se estivesse arrependida. - Mas agora vou voltar pra casa do meu pai, e ele não me aceitaria com um filho sem pai. Você sabe o quão tradicional minha familia é. 
- Claro, explica a eles o que você fez, por que eu estou indo embora. - Limpei o rosto com a mão e virei as coisas.
- Não me deixa aqui sozinha, por favor. - Ela implorou. 
- Vou ligar para seus pais, divirta-se explicando pra eles o que você fez. - Sai do quarto meio desnorteado sem olhar pra trás. 

7 comentários:

  1. Agora é a hora tem uma lição para o pai da Sophia ele já atrapalhou demias

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  2. Essa menina é louca, continuaaaa

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  3. Posta maisssss. Ta perfeita. So falta uma noite de amor dos dois e a sophia sair da casa do pai dela.

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  4. Junta somic ❤❤ a web ta maravilhosa

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  5. Continua,ta muito bom.

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