Reviravolta - Capitulo 22

Larissa Narrando.

Sophia foi acudida e encaminhada ao hospital. Chegou lá desacordada e com mascara de oxigênio já que estava sentindo falta de ar. Tudo aconteceu muito rápido, num piscar de olhos. Em um momento estávamos bem decidindo o nome da bebê, no outro ela começou a passar mal e eu nem sei o motivo.
Ao chegar no hospital eu nem pude ver minha amiga, levaram ela direto pra sei lá onde e eu só pude ficar nervosa sentada na sala de espera sozinha.

Já tinha acabado com todas as minhas unhas quando a medica dela chegou perto de mim, finalmente noticias.

- Larissa! – Ela disse, assim que me reconheceu. E eu levantei para encontrá-la, mesmo que com um pouco de medo.
- Oi Doutora, me diz pelo amor de Deus, como estão as minhas meninas? – Falei desesperada, a cara dela não era animadora.
- Olha Larissa, vou ser bem direta. – Fez uma pausa e eu assenti. – Precisamos fazer o parto da Sophia urgente. A Sophia não vai suportar os nove meses. E eu não sei se você sabe, mas é preferível que uma criança nasça com apenas sete meses do que com oito. É mais prejudicial.
- Sim, e por que não fazem o parto logo? – Estava agoniada, sentia meu corpo inteiro dormente.
- Sophia está desacordada, o parto vai ter seu certo risco já que ela passou de forma tão repentina. – Ela negou com a cabeça – Precisamos tirar a neném logo, vim aqui em busca de alguém da falia dela que possa nos autorizar a fazer isso.
- E eu aqui não posso assinar por ela? – Falei rápido.
- Muita responsabilidade Larissa, se acontecer algo... Não estou dizendo que vai acontecer, mas assim, se acontecer a responsabilidade será sua.
- Eu sei que se ela estivesse acordada iria querer esse parto logo. Então esse vai ser meu primeiro ato de madrinha. – Estava agora mais nervosa do que antes.
- Vou providenciar os papeis para você assinar e vou encaminha-la a sala de parto. – Ela virou as costas pra mim e eu me sentei de novo. Notei que estava chorando quando uma enfermeira veio me dar os papeis para que eu assinasse.

- tudo vai dar certo. – Ela sorriu para mim, parecia ser bem jovem como a gente, cabelos pretos e um sorriso encantador. Parecia gostar do seu trabalho.
- Obrigada! – Assinei e entreguei a autorização. Estava agoniada, sentia um aperto no coração e esperava que tudo desse certo.

Eu esperei mais de uma hora até que senti alguém me cutucando. Eu estava com a cabeça baixa, escorada no joelho. Já não aguentava mais isso. Olhei pra cima e Stephany estava lá. Passei as costas da mão no meu rosto pra enxugar as lagrimas e olhei pra ela. O olhar dela já estava diferente, mais tranqüilo e só isso foi suficiente pra me acalmar de certa forma.

- E então? – Disse quando me cansei de esperar que ela falasse, essa medica parecia gostar de suspense.
- Parabéns, sua afilhada é a coisa mais linda desse mundo! – Eu a abracei espontaneamente. – E a Sophia já esta no quarto, daqui a pouco vamos liberar pra você entrar. – Eu a apertei mais e então larguei.
- Aiii graças a Deus! – Eu disse olhando pra ela. – Mas a Sophia já esta bem?
- Sim, normalizamos a pressão dela. Ela vai acordar já já. – Sorriu pra mim e eu a vi se afastar. – Ei doutora! – Gritei e ela se virou. – E a Alycia, como está? – Ela voltou pra perto.
- Estamos fazendo exames nela pra saber se tudo é normal e como ela está. Provavelmente ela vai ficar na incubadora por algumas semanas, é muito pequenina.  -  E então ela se foi.
Eu me sentei, pelo menos ela estava bem, mas eu não queria isso pra minha pequena. Sentei e esperei mais um tempão até que liberassem minha entrada no quarto de Sophia. Cheguei e ela estava deitada de olhos abertos e sorriu ao me ver, estava pálida. Literalmente acabada.

- Nossa você esta péssima. – Disse rindo assim que me aproximei dela.
- Você vai ver quando tiver o seu filho! – Ela debochou, a voz ainda meio grogue.
- É tão ver que você está bem. Fiquei tão preocupada! – Desabafei com ela e expirei, estava precisando relaxar um pouco.
- Te dei um sustão né amiga, me desculpa – Ela sorri fraco.
- Desde que nunca mais faça isso comigo.
- Não vou fazer. Não estou pretendendo ficar grávida de novo. – Riu outra vez.
- E a Alycia, a medica já disse algo?
- Só que ela nasceu aparentemente pequena e talvez fique na incubadora por um tempo. – Vi sua expressão de tristeza.
- Pelo menos ela esta bem. – Tentei tirar o clima pesado que estava ali.

- Assim espero. – Ela fechou os olhos e eu segurei sua mão.

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